Em Natal, a geologia de dunas e tabuleiros costeiros esconde um desafio clássico: depósitos de areias eólicas fofas e aterros hidráulicos com baixíssima compacidade, comuns nos bairros da Zona Norte e em terrenos próximos ao estuário do Potengi. A alternativa de remoção total desses solos é muitas vezes inviável técnica e economicamente. Por isso, o projeto de colunas de brita aparece como solução de melhoramento em profundidade, capaz de aumentar a capacidade de carga e reduzir recalques. O dimensionamento, baseado nos parâmetros de resistência obtidos em campo, exige conhecer a estratigrafia local. É comum cruzar a investigação geotécnica com o ensaio CPT para mapear a resistência de ponta ao longo do perfil e definir o comprimento ideal das colunas, garantindo que o bulbo de tensões atinja uma camada competente.
Em areias dunares de Natal, a vibro-substituição transfere as cargas para camadas mais resistentes, contornando o recalque diferencial típico de solos eólicos.



