A expansão urbana de Natal avançou sobre um tabuleiro costeiro moldado por dunas e formações areníticas da Formação Barreiras. Essa geologia particular, que vai da Via Costeira aos bairros altos de Petrópolis e Tirol, impõe uma condição incontornável: encostas e taludes arenosos exigem contenção projetada com critério local. O solo predominantemente quartzoso, com baixa coesão aparente, responde mal a cortes verticais sem suporte. Um projeto de muros de contenção em Natal não resolve apenas um desnível — estabiliza um maciço que, sob chuva intensa ou vibração urbana, pode perder resistência em horas. Para enfrentar essa realidade, integramos o dimensionamento estrutural com campanhas de sondagens SPT que definem o perfil de resistência à penetração em cada ponto da obra, e quando o talude já apresenta sinais de movimentação, aplicamos critérios de estabilidade de taludes para retroanálise e correção do fator de segurança.
Em solo dunar de Natal, a sucção matricial desaparece com a chuva e a coesão aparente cai drasticamente — o muro precisa ser dimensionado para o pior cenário saturado.



