Natal, com seus 32 metros de altitude média e vastos campos dunares do período Quaternário, esconde um desafio geotécnico que muitos projetos ignoram até ser tarde demais. A combinação de areias finas e limpas, lençol freático elevado a menos de 2 metros de profundidade em bairros como Ponta Negra e Via Costeira, e os microtremores registrados na Falha de Samambaia configuram o cenário perfeito para o fenômeno da liquefação de solos. Uma edificação aparentemente estável pode perder a capacidade de suporte em segundos durante uma solicitação dinâmica. Nossa equipe técnica realiza a Análise de Liquefação com metodologia consolidada, integrando investigação de campo e modelagem para prever o comportamento do solo antes da execução de fundações profundas. A experiência local mostra que até mesmo obras de médio porte se beneficiam de uma campanha de Sondagens SPT com coleta indeformada para calibrar os parâmetros críticos.
Em Natal, o maior risco não está apenas na magnitude de um sismo, mas na suscetibilidade intrínseca das areias dunares saturadas — o gatilho pode ser menor do que se imagina.



