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Resistividade elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em Natal

Competentes. Rigorosos. Eficientes.

SAIBA MAIS

Um erro que já testemunhamos mais de uma vez em Natal é confundir a areia de duna com um solo simples, sem investigar o que existe abaixo dela. A cidade está assentada sobre a Formação Barreiras e campos dunares que podem esconder paleocanais ou lentes de argila orgânica saturada logo abaixo da superfície. A resistividade elétrica aplicada por Sondagem Elétrica Vertical (SEV) permite visualizar essa estratificação em profundidade de forma não destrutiva, identificando contrastes entre areias secas, aquíferos costeiros e zonas de baixa resistividade associadas a sedimentos finos ou plumas de contaminação. Para projetos de fundação na Zona Leste ou obras viárias em áreas de aterro, esse dado geofísico reduz incertezas e evita surpresas durante a escavação.

A resistividade revela o que a sondagem mecânica não alcança: a continuidade lateral das camadas e a influência da intrusão salina sob as dunas de Natal.

Nossas áreas de serviço

Procedimento e escopo

Em Natal, o que mais observamos nos perfis de resistividade é a alternância entre camadas de alta resistividade (areias quartzosas bem drenadas das dunas fixas) e zonas condutivas que marcam o topo do aquífero Dunas-Barreiras, principal manancial subterrâneo da Região Metropolitana. A SEV utiliza um arranjo Schlumberger com expansão progressiva dos eletrodos, atingindo profundidades de investigação que podem superar 50 metros sem necessidade de perfuração. O resultado é uma curva de resistividade aparente que, após inversão com software específico, entrega um modelo geoelétrico de camadas. Diferente de um ensaio CPT, que fornece parâmetros mecânicos pontuais, a SEV revela a continuidade lateral e a geometria das camadas, sendo ideal para detectar corpos de areia saturada com diferentes teores de salinidade — um desafio típico em terrenos influenciados pela cunha salina. A interpretação dos dados exige calibração com informações geológicas locais, e por isso sempre correlacionamos os perfis geoelétricos com descrições de poços de inspeção executados em pontos estratégicos do terreno.
Resistividade elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em Natal
Imagem técnica — Natal

Contexto geotécnico local

A diferença de comportamento geoelétrico entre a Zona Norte de Natal, com suas dunas móveis e lençol freático mais profundo, e as áreas aterradas da Ribeira, próximas ao estuário do Potengi, é gritante. Na Zona Norte, a resistividade tende a ser elevada nos primeiros metros e cai gradualmente; já na Ribeira, a influência da maré e dos sedimentos finos gera valores baixos desde a superfície. Ignorar essa variabilidade pode resultar em interpretações geotécnicas equivocadas: uma camada de baixa resistividade pode ser tanto uma argila compressível quanto uma areia fina saturada com água salobra. Sem uma SEV bem calibrada, o risco é subdimensionar aterros ou, pior ainda, posicionar estacas sobre um paleocanal instável. A intrusão salina, que avança em diversos pontos do litoral de Natal, também mascara a resistividade real das camadas, exigindo um tratamento cuidadoso dos dados para separar o efeito da salinidade da litologia.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações ambientais — Investigações geofísicas — Procedimento, ABNT NBR 7117-1:2020 — Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo — Parte 1: Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 — Sondagens de simples reconhecimento com SPT (correlação indireta)

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Arranjo típicoSchlumberger (AB/2 até 100 m)
Profundidade de investigaçãoAté 60 m (dependendo da abertura)
Parâmetro medidoResistividade aparente (Ω.m)
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011 (Investigações geofísicas)
Resolução verticalDecrescente com a profundidade
Tempo de aquisição por SEV40 a 90 minutos por ponto
Aplicações complementaresPolarização Induzida (IP) para contaminação

Perguntas e respostas

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica em Natal?

O valor de uma campanha de SEV em Natal parte de aproximadamente R$100.000, variando conforme o número de pontos de sondagem, a abertura máxima dos eletrodos (que define a profundidade alcançada) e a necessidade de ensaios complementares como caminhamento elétrico ou Polarização Induzida. Terrenos com acesso difícil, como dunas sem via pavimentada, podem exigir logística adicional.

A resistividade elétrica funciona bem nas areias de duna de Natal?

Sim, funciona muito bem, desde que o contraste de resistividade entre as camadas seja suficiente. As areias quartzosas secas das dunas de Natal apresentam resistividade elevada, enquanto areias saturadas com água doce têm valores intermediários e areias com intrusão salina mostram resistividade muito baixa. O desafio está em interpretar corretamente as zonas de transição, especialmente próximas ao litoral, onde a cunha salina avança sobre o aquífero costeiro.

Qual norma brasileira rege os ensaios de resistividade?

A principal norma é a ABNT NBR 15935:2011, que estabelece o procedimento para investigações geofísicas, incluindo a eletrorresistividade. Para correlação com parâmetros geotécnicos, utilizamos também a NBR 6484:2020, que padroniza as sondagens SPT e serve como referência indireta quando as duas técnicas são combinadas no mesmo projeto em Natal.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Natal e arredores.

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